A toda humanidade desejo Alegria, Lucidez e Paz em sintonia pelo Amor Maior Que Governa A Existência.
Pronto, já não é mais um monólogo... Mas sabe que do tempo pouco sei, pois as horas tem sido um falcão a mergulhar atrás de uma presa, do conhecimento. Ana D.Echabe
terça-feira, outubro 11, 2011
terça-feira, setembro 20, 2011
domingo, maio 08, 2011
quinta-feira, maio 05, 2011
Raise the Mind
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver o universo...
por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
e não do tamanho da minha altura...
Alberto Caeiro
Raise the Mind - Ana Diniz 2011
Esta foto foi feita as sete horas da manhã no dia primeiro de maio, minutos antes da meditação com grupo Tantra, por Kimaya, tudo em perfeita harmonia em como a Deusa Kali sabe nos acariciar a visão.
Vista do Alto da Pousada Fornasier (Bento Gonçalves).
sexta-feira, abril 15, 2011
quinta-feira, março 31, 2011
Com licença poética
Poiché Sono Donna; Ana Diniz 2011
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Prado
sábado, março 19, 2011
sábado, março 05, 2011
Que me sopra por dentro é Di MaBlue
de nosso encontro nasce... união... palavra... imgem... assim surgi Um ponto de luz que me conduz Aceso na alma
Deitada sobre o teu peito
Sinto nos meus seios,
O teu coração…
Arfando ritmadoEm sintonia
De pulsação…
O teu coração…
Arfando ritmado
De
Escuto o que dizes…
Palavras balbuciadas
Lânguidas, repercutindo em mim…
Como um fio de cristal
Que vais tecendo
Como um ritual…
Olho a tua boca…
Leio no movimento
Dos teus lábios
As palavras…
Perto,
Tão perto
Que respiro
A brisa perfumada
Que exalas
E que vem
De calor impregnada!..
Ficamos sem tempo…
Tu falas
Eu escuto
Boca na boca…
Meus olhos
Dentro dos teus olhos…
Sinto-me divinizada,
De estar em ti
Assim…
Tão aconchegada
Tão aglutinada
No teu corpo de jasmim!
Di MaBlue / 02.03.2011
terça-feira, fevereiro 22, 2011
No silencio de uma tela em branco
Natureza Íntima
Cansada de observar-se na corrente
Que os acontecimentos refletia,
Reconcentrando-se em si mesma, uma dia,
A Natureza olhou-se interiormente!
Baldada introspecção! Noumenalmente
O que Ela, em realidade, ainda sentia
Era a mesma imortal monotonia
De sua face externa indiferente!
E a Natureza disse com desgosto:
"Terei somente, porventura, rosto?!
"Serei apenas mera crusta espera?!
"Pois é possível que Eu, causa do Mundo,
"Quanto mais em mim mesma me aprofundo,
"Menos interiormente me conheça?!"
Nesta estação mais profunda de minha inspiração encontro nas palavras de Augusto dos Anjos a silenciosa fala dela comigo, eu com ela, Dona Tela’s.
Momento este que só sobre a exaustão dos 90% da transpiração, originada pelos 10% de inspiração que atinjo o meu objectivo na pintura nesta nova serie que estou desenvolvendo. É neste dialogo intimo que ficarei por alguns longos dias. Assim estarei um pouco afastada da casa Fluidific’Art,
Mas sintam-se a vontade, pois a aqui a casa é sua.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
âmago abatido
sábado, fevereiro 12, 2011
Pedra Filosofal.
"... a noite que saciou nosso dia foi o sonho que sonhamos juntas... "
Exausto
Eu quero uma licença de dormir, perdão pra descansar horas a fio,
Sem ao menos sonhar a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida foi o sono profundo das espécies,
A graça de um estado
Semente.
Muito mais que raízes.
Adélia Prado
Eu quero uma licença de dormir, perdão pra descansar horas a fio,
Sem ao menos sonhar a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida foi o sono profundo das espécies,
A graça de um estado
Semente.
Muito mais que raízes.
Adélia Prado
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Depois da milha passada...
EXISTE PRAZER NAS MATAS DENSAS.
EXISTE ÊXTASE NA COSTA DESERTA.
EXISTE CONVIVÊNCIA
SEM QUE HAJA INTROMISSÃO
NO MAR PROFUNDO
SEM QUE HAJA INTROMISSÃO
NO MAR PROFUNDO
E HÁ MÚSICA EM SEU RUÍDO.
AO HOMEM NÃO AMO POUCO,
PORÉM MUITO A NATUREZA.
PORÉM MUITO A NATUREZA.
LORD BYRON
Foto: Ana Diniz Aos amigos que aqui passarem, por hora, estarei fora.
Marcadores:
(caminhos dos vinhedos,
2010 Ana Diniz,
RS),
Serra
sexta-feira, janeiro 21, 2011
O Amor no Éter
Há dentro de mim uma paisagem
entre meio-dia e duas horas da tarde.
By ADiniz - Donna Farfalla 2010 (Mixed techniques)
Aves pernaltas, os bicos
mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.
ADÉLIA PRADO
entre meio-dia e duas horas da tarde.
By ADiniz - Donna Farfalla 2010 (Mixed techniques)Aves pernaltas, os bicos
mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.
ADÉLIA PRADO
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Tudo é bem vindo aqui
Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que
sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei naquilo que existe entre o número um e
o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e
que é linha sub-reptícia.
By ADiniz - Deeksha 2010 (Mixed techniques) Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato,entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio."
Clarice Lispector
domingo, janeiro 02, 2011
FLEUMA, A COR DE SEU OLHAR
Os teus olhos são frios como as espadas,
E claros como os trágicos punhais,
Têm brilhos cortantes de metais
E fulgores de lâminas geladas
E claros como os trágicos punhais,
Têm brilhos cortantes de metais
E fulgores de lâminas geladas
Vejo neles imagens
De abandonos cruéis e desleais,
Fantásticos desejos irreais,
E todo o oiro e o sol das madrugadas!
De abandonos cruéis e desleais,
Fantásticos desejos irreais,
E todo o oiro e o sol das madrugadas!
Mas não te invejo, Amor, essa indif'rença,
Que viver neste mundo sem amar
É pior que ser cego de nascença!
Tu invejas a dor que vive em mim!
E quanta vez dirás a soluçar:
"Ah, quem dera, Irmã, amar assim!..."
(Florbela Espanca)
quarta-feira, dezembro 22, 2010
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Florbela, como me soube... sabias dela
O QUE ALGUÉM DISSE
" Refugia-te na arte" diz-me Alguém
"Eleva-te num vôo espiritual,
Esquece o teu amor, ri do teu mal,
Olhando-te a ti própria com desdém.
Só é grande e perfeito o que nos vem
Do que em nós é Divino e imortal!
cega de luz e tonta de ideal
Busca em ti a Verdade e em mais ninguem"
No poente doirado como a chama
Estas palavras morrem... E n'Aquele
Que é triste, como eu, fico a pensar...
O poente tem alma: sente e ama!
E, porque o sol é cor dos olhos d'Ele,
Eu fico olhando o sol, a soluçar...
FLORBELA ESPANCA
terça-feira, dezembro 07, 2010
Tempus
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Serie “il Segreto”
UM FUTURO VIVIDO
Meus olhos estão molhados, de saudade do futuro que vivemos. Mais uma vez, escrevo para você e assim o farei, até o dia em que outras certezas pegarem-me de assalto, numa terça-feira qualquer, de um meio de mês qualquer, numa rua qualquer de um bairro no estrangeiro. Até o dia em que eu passar por outro alguém assim igual passei por você.
Lembra-se? Após anos, decidi mudar o trajeto, velho conhecido e mudar de rua. Mudei de endereço num dia marcado para passar por você, que vinha andando, cabeça baixa. Eu, distraída. Você carregava cartas, escritas para alguém, mais tarde, bem mais tarde, descobri, você escrevia cartas porque queria ser só seu, mas sentia-se numa longa espera, por alguém que você nem sabia se apareceria e mesmo se existia.
Derrubei você e as cartas. Você ofereceu um chá, e, eu que não gosto de chá nem café aceitei. Li as cartas em nossos setenta e sete dias, até o dia em que você pulou no primeiro vagão de trem e me deixou parada, perplexa e só, na estação.
Derrubei você e as cartas. Você ofereceu um chá, e, eu que não gosto de chá nem café aceitei. Li as cartas em nossos setenta e sete dias, até o dia em que você pulou no primeiro vagão de trem e me deixou parada, perplexa e só, na estação.
A mesma estação onde permanece fechada; a casa? Não sei. Escrevo-lhe para dizer que, ela agora nem mais é minha, também a abandonei, feito você. A nossa casa, que sequer pisamos nela, mas que muito bem a conhecemos, está lá, na beira daquela estrada, abaixo da linha férrea, tudo trancado, relógio parado, toalha no chão caída. Lá, eu não volto, apesar de que saí na noite passada, atrás de você, e, você em outra casa, fechado dentro dela, deixava a voz ecoar ao vento que chegou a mim e ouvi. Já sei. Você não quer.
Você nem gritou adeus e arrancou-me da minha mão todas as cartas. Na hora, as portas se fecharam, a do trem e a da casa, aquela que sequer foi aberta! Nem chegamos lá, você partiu antes, aflito e medroso, sumiu. Eu corri lá, peguei a lembrança de tudo aquilo que compartilhamos, bati portas e janelas, num misto de ódio e ternura, peguei tudo, todos os sentimentos e os carreguei nas mãos enquanto ainda as queimavam... até que tudo se acalmou, e eu então guardei tudo, dentro de um botão de uma rosa branca, abri e fechei as folhas pétalas, perpétuas, igual fazia com as cartas, e decidi lhe escrever para dizer que tudo aquilo eu vivi, você querendo ou não, e este é o teu castigo: a eterna lembrança de mim, que você não quer. Em mim, ficou tudo de ti, mas você, eu nunca neguei. Em mim, janela e porta, uma vez aberta, não fecha.
por Suzana GuimarãesO MEDO DE SUZANA
Você não quer, então eu também não quero. Queremos pegar numa cadeira, sabendo que é uma cadeira, sentindo-a cadeira, queremos nos sentar nela, bem distantes a minha da tua, assim você quer e eu concordo, e queremos esperar os dias seguirem normais. Chega de corações saltando pela garganta, de noites mal dormidas, de cabelos arrepiando sem que ventos lhes tocassem, sem que pensamentos os eriçassem. Chega de sobressaltos, de tapas em palavras, de beijos surrealistas escorrendo por alças de blusas. Chega daquela coisa insana, de nossas e de tuas. Castel e Flor.
Assinar:
Postagens (Atom)
















