Pensar, pensar e não chegar a qualquer pensamento exato
Vagando entre o espaço vazio
De uma mente extremamente cansada
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Mergulhar, respirar, decidir
Como decidir entre a forca e a foice?
Se nada mais ficou para mim
Se eu mesma decidi partir
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Lembro, ainda, dos dias passados
Vivo com o automático ligado
Nada é como antes do nada
Tudo é insosso se não se é amado
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Existir é tarefa difícil
Em difíceis dias existentes
E eu sigo tentando seguir, prosseguir
Crendo em fatos ainda latentes
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Se tudo o que digo não te basta
Se toda memória se apagou
Como pensar, respirar, decidir, existir?
Será que nem um gesto amigo sobrou?
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E recordar que seríamos eternos
Achando que tudo no nada era correto
Até o momento que pensei te ver no inferno
Quando o medo foi mais forte que o amor
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Hoje tudo é diferente no fim
Parece que os papéis foram invertidos:
Amo você muito mais do que o temor em mim
Hoje você por medo mantém o amor escondido
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Não aguento mais tentar te acordar
Sofro com cada silêncio que sai de tua boca
Não suporto a idéia de que calar
É a maneira correta de sobreviver sem se ferir
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Paixão, amor, choro, dor, alegria: eis o verdadeiro sentido da vida
Se não for assim, nada faz sentido
E aí você tem razão, é melhor eu ser esquecida.
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(Lydiah De Arddhu)

